terça-feira, 27 de março de 2012

O Silêncio da Paixão – Susan Spencer Paul

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Beguiled

- Sinopse:  Para o amor nada era impossível! Lillian Walford era a perfeição em pessoa, mas um acontecimento do passado a condenava a uma vida de silêncio.

Ainda que Anthony Harbreas, o galante conde de Graydon, se desdobrasse em atenções para com ela. Lillian sabia que não podeia ser esposa de homem algum. Assim, porque o cobiçado conde a pedia em casamento?

Enredado pelo irmão de Lillian de modo a ter que desposá-la, Anthony logo percebeu o quanto era felizardo. Sabia que, por sob aquele silêncio angelical. Lillian era uma jóia inestimável. E estava determinado a convecê-la de que ela poderia ser uma esposa perfeita!

- Nota: 4

Fiquei de ler esse livro há décadas, mas por algum motivo sempre acabava deixando para depois. Agora,  justamente quando estava procurando algo mais leve, lembrei do livro e fui atrás.

Dessa vez nossa heroína é muda (embora com certo esforço consiga pronunciar poucas palavras). Irmã de um dos homens mais influentes de Londres – também conhecido como ‘O Conde Negro’ –, Lily tinha o sonho de conhecer e se apresentar como debutante na sociedade londrina. Mas uma mulher muda? Seu irmão Aaron, superprotetor, temia que fosse alvo do ridículo, e não permitira sobre hipótese nenhuma que Lily fosse motivo de chacota. Nem que, para isso, tivesse que comprar todas as dívidas do famoso lorde Anthony e como chantagem obrigá-lo a acompanhar sua irmã nos bailes.

Premissa simples? Pode até ser, mas com um tema como deficiência em destaque, o livro não seria menos que uma fofura, com boas doses de superação e críticas evidentes a sociedade, seja ela de qualquer época. Se hoje, ainda assim o preconceito, o olho torto, até mesmo a ignorância existe, imagine para uma pessoa com deficiência na sociedade pomposa Londrina de 1818 (data aproximada, a única encontrada em todo livro). Os absurdos variavam desde olhares de pena, irritação, até mesmo a dizer que pessoas mudas estavam ligadas a Satã. Embora eu não tenha pesquisado de fato  sobre conceitos na época, não é muito difícil de imaginar que o livro não foge da realidade. Sim, Lily chega a sofrer um bocado com mexericos e piadas a seu respeito.

Então que surge o mocinho…

Entenda, é um livro bem light, mais até do que eu esperava. Sem muitas cenas de beijos, nada caliente, mais aquele bom e velho mãos dadas, olho no olho e o carinho em si. Anthony não chega a ser um libertino, um dos mocinhos mais leves que li em um romance de banca, mas nem por isso deixa de ser fofo. Ele mesmo não evitava torcer o nariz, e acaba pagando com a lingua ao se apaixonar pelo jeito meigo e ingênuo da moça. Não que quando não precise, Lily não saiba dar os seus surtos de vez em quando como toda boa mocinha. ;)

Eu particularmente adoro quando a autora dá atenção a outros romances de personagens secundários, que ocorrem em paralelo. Destaque para o irmão da Lily e seu par romântico, lindos!

Quem procura algo bem levinho, quase um florzinha, esse é o livro certo.

Capa original:

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segunda-feira, 12 de março de 2012

Desejo nas Terras Altas – Michelle Willingham

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- Ficha Técnica:

- Título Original: Claimed by the Highlander Warrior

- Sinopse: Ele vai exigir a noite de núpcias que jamais tiveram! Bram MacKinloch passou sete anos, longos e torturantes, em cativeiro. Durante esse tempo, apenas três pensamentos o faziam resistir: cultivar sua força bruta, alimentar a sede de vingança e manter viva a memória do belo rosto de sua noiva. Ao rever seu marido após tanto tempo, Narnia ficou totalmente paralisada pelo choque de um encontro inesperado. As cicatrizes sobre o corpo de Bram revelavam o quanto sofrera em cativeiro, enquanto a fome em seus olhos provocava chamas de desejo. Porém, muitas coisas mudaram desde seu inocente casamento… Os guerreiros do clã MacKinloch estão sempre prontos para lutarem até o fim pela sua terra… e pelos seus amores!

- Nota:  image

Bram MacKinloch é um homem que passou sete anos como prisioneiro. Ao lado do irmão Callum, foi torturado, forçado a trabalhos humilhantes e desgastante, até que surge uma oportunidade de fuga. Mas seu irmão acaba ficando para trás, e Bram não se perdoa por isso.

Antes de se tornar um cativo, Bram tinha uma família, um lar e uma esposa a quem havia acabado de fazer os votos do matrimônio. Narnia viu seu marido abandonar a noite de núpcias para se juntar ao pai na guerra contra os ingleses, que invadiam a fortaleza dos escoceses. Desde aquele noite, se passariam sete anos até que o visse novamente.

Um pouco equivocada a sinopse do livro, o que fez com que a história fosse uma surpresa para mim. De fato, Bram não exige nada, ele é um homem torturado, carrega as cicatrizes no corpo e na mente. Sua mente frágil perturbada lhe prega flashbacks e se torna perigoso ao ver uma adaga, ou qualquer outra coisa que o remete aos tempos de tortura. Ele não consegue controlar os próprio atos, mas o quadro muda quando se encontra com Narnia. Ela é seu balsamo, seu porto seguro, e nosso herói claramente precisa de alguém em quem se apoiar ao longo da história. Quem mais senão a mulher que lhe manteve a sanidade nos sete anos de prisão?

O livro em uma descrição: tocante. A paciência de Narnia, o cuidado com que ela tenta trazê-lo de volta a vida, cada passo e gesto é acompanhado pelo leitor de forma leve, tocante, com excelente pinceladas de sedução, amor e posse. Um poderoso guerreiro, estruturalmente frágil, muito (muito) possessivo, e que precisa desse amor para sobreviver. Aos poucos a autora nos brinda com ótimas cenas hot, que misturam carinho, compreensão e uma dose de entrega para sarar as feridas.

Ao mesmo tempo, o livro é interessante por não focar apenas na relação do casal. Somos acompanhado a uma série de personagens secundários que ganham sua importância a trama, e que prometem bastante no próximo livro. Aliás, o segundo livro da série já está disponível, contando a história de Alex, um dos irmãos de Bram.

Por fim, “Desejo nas Terras Altas” também trás um pouco de ação, lutas e mostra até onde alguém é capaz de se sacrificar pelo outro. Foi uma das leituras mais prazerosas deste ano. Lindo, lindo!

Capa original:

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